Domingo, 31 de Maio de 2009

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

O barulho do caminho


São as mais complexas as mais simples ilusões. A ilusão de que nos superamos a nós próprios não ultrapassa isso mesmo, uma ilusão. A ideia de que a retórica é inimiga do bom senso e da tomada de decisão mais do que ilusão é aliada da ignorância defensiva.            

                Quem se habilita a negar que a representação da ideia é decisiva num processo de comunicação entre o projecto e a criação? Seja a representação física, seja oral, é indispensável que num ambiente gerador se encontre a prioridade que é ouvir o barulho do caminho no seu projecto. A arquitectura, para se distanciar suficientemente da técnica acolhe a reflexão séria do que é a vivência dos espaços a quatro dimensões. O momento reflexivo de sentir o espaço, o movimento e o movimento no espaço em projecto é indissociável da boa metodologia.

                De tão complexas que são, as ilusões tornam-se, para outros, realidades – ainda que virtualmente geridas ao bom gosto de cada. Mas é efectiva a verdade única e irreversível da inevitabilidade do barulho do caminho; ainda que o caminho seja tão aparentemente infinito e o barulho tão ruidoso que convertido em silêncio.


‘’O caminho tem que fazer barulho…’’ – Manuel Botelho

Domingo, 19 de Abril de 2009

Primeiras notas conclusivas do Fórum Inner City

 1 introdução 

As notas conclusivas que aqui apresento são pessoais; no entanto, pretendo torná-las públicas para conferir transparência e rigor a um espaço de discussão complexo, com profundidade e conteúdo.

 O Fórum Inner City teve um programa motivado pelas questões da cidade contemporânea, quer pelos seus conflitos, quer pelos seus potenciais. O objectivo geral – previamente requerido aos convidados e anunciado ao público – foi criar um contexto de diálogo aberto, alargado, onde pudessem ser lançados desafios a todos. Para não ser, preferencialmente, unidireccional nos discursos, o registo informal teve um papel fundamental.

                 A Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, instituição de enorme simbologia para a Arquitectura e Ensino Universitário Portugueses, acolheu este Fórum por ser esta uma das áreas disciplinares transversais na discussão da cidade e por ser sede do grupo de trabalho organizador.

 Numa das clássicas definições de cidade consta o termo ‘polis’ que faz de si derivar palavras como política, ou polícia. A Polis foi, para os gregos, o espaço de discussão pública e política, a sede da argumentação, característica e fundamental para a definição de uma cidade. A dimensão política foi e é inquestionável e uma cidade jamais se pode ver, exclusivamente, em discursos técnicos.

 

A criação de uma postura é fundamental, não para dar respostas, mas para elaborar questões, nomeadamente acerca de respostas de outros. A não criação dessa postura é sinónima de demissão da vida activa e do largo espectro do conceito de cidadania, por consequência. A essa postura está associada, à partida, a desmistificação do conceito política; por exemplo, parece-me impossível debater todo o projecto SAAL sob o ponto de vista meramente técnico (construtivo), parece-me impossível reagir às notícias de crise internacional e à falência de marcos na economia global sem deixar clara uma postura política que nos convém evidenciar, nada tem que ver com eventuais enquadramentos partidários.

 O sentimento de aflição perante a política, perante a definição de posturas e atitudes é inimigo da democracia. O não perfil, o apaziguamento e a concertação pela concertação não estão próximos do gosto pela cidade nem pela sua discussão. 

                O Fórum Inner City teve uma dupla face nos seus objectivos: em primeiro lugar, ofereceu mais um espaço de discussão ao público, em segundo expôs personalidades de relevo, algumas com responsabilidades públicas acrescidas por desempenho cargos. Este processo de constante comunicação, multidireccional, entre Presidentes de Câmara, o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento, o Administrador da Junta Metropolitana, Candidatos, Eurodeputados e Público valoriza o espaço de discussão da cidade e qualifica-o; porque não há forma de tornar o jogo mais limpo do que clarificá-lo e expô-lo.

                As responsabilidades não são individuais e exclusivas a representantes de instituições públicas; as responsabilidades são colectivas, partilhadas por todos e quem se demitir de debater, fazer ver o seu ponto de vista, argumentá-lo (e estar igualmente disponível para ouvir os de outros) está a negar o conceito de cidade enquanto espaço de democracia, de tolerância e diversidade.

                Na produção do Fórum Inner City, pela defesa da independência, autonomia e liberdade o grupo de trabalho procurou, a vários níveis, um equilíbrio tendo a perfeita noção de quão utópica era essa pretensão. A tentativa de aproximação a essa utopia representa-se no programa a nível disciplinar, partidário, profissional, ou em tantos outros que podem criar dissemelhanças no modo de abordar os assuntos que envolvem as cidades.

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Sábado, 28 de Março de 2009

Fórum Inner City

17 Abril SEX

 

15.30 – 15.45 --- ‘’Políticas Urbanas I’’ – Elisa Ferreira

15.45 – 16.00 --- ‘’Por um Território Urbano I’’ – Francisco Barata

16.00 – 16.15 --- ‘’Por um Território Urbano II’’ – João Teixeira Lopes

16.15 – 16.30 --- ‘’A experiência da Porto 2001: visão crítica’’ – Teresa Lago

 

16.45 – 18.30 --- ‘’Investimento’’ – Ana Paula Delgado, Alberto Castro

18.45-19.00 --- ‘’Cidade Criativa II’’ – Manuela de Melo

19.00 – 19.15 --- ‘’Cidade Criativa I’’ – Isabel Alves Costa

 

21.30 – 23.00  --- ’’Ordenamento do Território’’ –Diogo Feio, Paulo Morais

 

 

 

18 Abril SAB

 

10.30 – 10.45 --- ‘’Competitividade I’’ – Luís Mota de Castro

 

11.00 – 13.00 --- ‘’Área Metropolitana I’’ – Guilherme Pinto,Emídio Gomes, Celso Ferreira

 

15.00 – 15.15 --- ‘’Inovação I’’

15.15 – 15.30 --- ‘’Inovação II’’ – Manuel Laranja

15.30 – 15.45 --- ‘’Cidade Criativa III’’

16.00 – 18.00 --- ‘’Políticas Urbanas II’’ --- Carlos Lage, José Rio Fernandes, Manuel Graça Dias


que tal?

 

Sábado, 21 de Março de 2009

Sábado, 7 de Março de 2009